Áster - Versus Deus



ISBN: 978-989-54694-4-4
Depósito Legal: 467322/20



Poema Inaugural:

Ninguém dirá quem sou
Existo-vos no silêncio
Da grande verdade
Ninguém dirá quem sou
Nasço-vos da sequela
Que nutre da luz
Ninguém dirá quem sou
Tenho-vos adormecidos
No sono do mistério
Ninguém dirá quem sou
Sou-vos do eterno devir
A alma em vós a sonhar
Oh, ninguém dirá ninguém
Enquanto não acordar
Do ser que é quem sou,
Quem sou dirá ninguém.


possible translation by the author:

Nobody will say who I am
I exist in the silence
Of the great truth
Nobody will say who I am
I am born from the sequel
That nourishes from the light
Nobody will say who I am
I have you asleep
In the sleep of mystery
Nobody will say who I am
I am yours eternal becoming
The soul in you dreaming
Oh, no one will say no one
Until wakes up
From the being who is me
Who I am will say no one.



Justitia Mater



Antero de Quental


Justitia Mater


Nas florestas solenes há o culto
Da eterna, íntima força primitiva:
Na serra, o grito audaz da alma cativa,
Do coração, em seu combate inulto:

No espaço constelado passa o vulto
Do inominado Alguém, que os sóis aviva:
No mar ouve-se a voz grave e aflitiva
D'um deus que luta, poderoso e inculto.

Mas nas negras cidades, onde solta
Se ergue, de sangue medida, a revolta,
Como incêndio que um vento bravo atiça,

Há mais alta missão, mais alta glória:
O combater, à grande luz da história,
Os combates eternos da Justiça!

Antero de Quental, in "Sonetos"

Aforismos 2 - Versus Vox



ISBN: 978-989-54694-2-0
Depósito Legal: 466548/20


excertos da obra:




Bicho-Luz :: nova obra poética




ISBN: 978-989-54347-8-7
Depósito Legal: 461523/19


A liberdade é uma fome.
Tu que és magia
eterna, bicho-luz
até que o mundo
volte de onde partiu,
traços e lugares,
são artes, comédias
filhos de evoluções,
música e eu nu,
a liberdade existe
na resistência. Nós
somos borbuletas
cósmicas, voamos
tão alto e longe
somos filhos da luz,
temos fome, morremos,
(...)

____________________

translated by the author


Freedom is an hunger.
You who are eternal
magic, enlighted bugs
until the world
come back from where it started,
traces and places,
are arts, comedies
children of evolution,
music and me naked,
freedom exists
in resistance. We
we are cosmic
butterflies, we fly
so high and far
we are children of light,
we are hungry, we die,
(...)

______________________


Porque somos todos Luz na grande escuridão. / Because we are all Light in the great darkness.

O Neuropsicoticoesquizoparanoico :: nova obra poética




ISBN: 978-989-54347-7-0

Depósito Legal: 461522/19

A cinza que
passa
de mão em mão
é Deus
entre os raios
luzentes
da noite que
acorda no espírito,
fogo máximo,
alto sonho,
é Deus,
em nós que
passa.

2012-04-27

____________

translated by the author

The ash that 
passes
from hand to hand
is God
among the rays
shining
of the night that 
awakens in the spirit,
maximum fire, 
high dream,
it is God
in us that
passes.

_______________

Exploração poética em modo de escrita automática. Conjunto de poemas psicográficos em busca do âmago do génio literário.

Cada poema foi escrito em menos de 10 segundos, nada foi possível pensar, emendar, riscar ou reescrever.

Pura arte inconsciente.

O sol deseja arder




O sol deseja arder
Túmulos obscuros
E retirar da sombra
O encanto das águas
Ou a grande morte

do livro «Tu e as coisas perfeitas que nunca nasceram.»
_____________________

translation by the author


The sun wants to burn
Dark tombs
And remove from the shadow
The charm of the waters
Or the great death

from the book «You and the perfect things that were never born.»

Surrealidades Quânticas, α ∞ β



Surrealidades Quânticas :: Filipe de Fiúza from Filipe de Fiúza on Vimeo.



Do livro «Tu e as coisas perfeitas que nunca nasceram», 4 textos que constituem as «Surrealidades Quânticas» de Filipe de Fiúza. 2019. - Musica: Armand Amar - Inanna :: Video: StefWithAnF


Do livro
«Tu e as coisas perfeitas que nunca nasceram», 2019, Sintra
1.ª Edição

Sintra, 2019
ISBN: 978-989-54347-6-3
Depósito Legal: 461521/19

Tu e as Coisas Perfeitas que Nunca Nasceram - Versus Diarium









Novo livro de Filipe de Fiúza #Tu e as Coisas Perfeitas que Nunca Nasceram#, novo diário.




Quero que nasças
Desta minha loucura
E na sombra do tempo
Que a noite engula
O que juntos vivermos


________________________________

translation by the author

I want you to be born
From my madness
And in the shadow of time
May the night swallow
What together we live

Morri



Morri
já não sou
morri
porque fui
morri
ontem de manhã
morri
naquele quarto
morri
para que tudo
volte a nascer
do meu corpo
morri.

________________________________________________

english version


I died
I am no longer
I died
because I was
I died
yesterday morning
I died
in that room
I died
so that everything
be born again
of my body
I died.



inédito

Filipe de Fiúza

tradução pelo autor

fotografia :: kids-room

8888 - Versus Sol





8888 é o meu novo livro de poesia. Depois de Árum, aqui venho dar de beber uma nova proposta literária para aqueles que têm sede luminosa.

Nada mais do que um livro, simples, Solar.

Um livro simbólico, além-poético, infinitamente elementar.

O livro que mais gostei de escrever até hoje.

Havemos de nos encontrar por aí.

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1.ª Edição

Sintra, 2019

ISBN: 978-989-54347-3-2

Depósito Legal: 454369/19
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Apresentação Pública: ÁRUM, MASMO, Museu Arqueológico São Miguel de Odrinhas, 8 de Junho pelas 15 horas



Apresentação Pública: ÁRUM, MASMO, Museu Arqueológico São Miguel de Odrinhas, 8 de Junho pelas 15 horas

Sejam bem-vindos!

Apresentação Pública: ÁRUM, MU.SA, Museu das Artes de Sintra, 24 de Maio pelas 18 horas



Apresentação Pública: obra poética ÁRUM, MU.SA, 24 de Maio 2019 pelas 18 horas

Sejam bem-vindos!

Árum - Versus Diabolus, nova obra poética




Árum - Versus Diabolus é a nova obra poética de Filipe de Fiúza.

1.ª Edição

Sintra, 2019

ISBN: 978-989-54347-2-5

Depósito Legal: 453837/19

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Excertos da obra:


Tenho ordens para vos levar
A celebrar a humanidade
Numa cáustica aventura
Menstrua de sol ácido
Diante do deus ignorado
Entidade viva encarnada
Montanha de boca possante

Canto IV, p.82


A verdade acaba nos meus dedos
Salteadores liliputianos da quinta-essência
Sufocados na lógica das leis
Que não pude esquecer nervoso
No esboço do sistema que espremo
Para libertar-vos do beijo esfomeado
Que o selo do espaço arrebatará

Canto VI, p.108


O dharma oxigena-me a velocidade
Da treva que adormece
Nas cidades dos impérios mortais
Onde a finita autoridade humana
Toma o prazer de vidas pustulentas
Chapinhando de paródia em paródia
Por meu dom atrozmente canibalesco

Canto VII, p.133

«Coroai de Rosas» - Árum



«Coroai de Rosas» de Filipe de Fiúza (confessado) from Filipe de Fiúza on Vimeo.

«Coroai de Rosas» de Filipe de Fiúza (cantado) from Filipe de Fiúza on Vimeo.

Poema inaugural da nova obra poética de Filipe de Fiúza, «Coroai de Rosas».

MENAGEM, SENTIDA, A FILIPE DE FIÚZA




MENAGEM, SENTIDA, A FILIPE DE FIÚZA

 ( avoco, para a Musa minha, o Ás de Paus como Arcano )

És Poeta de Sintra e, na safira,
És apóst’lo da Luz e de hombridade,
Imagista da vez, e voz de Lyra,
Nascido para a Santa Liberdade.

Se escreves «Liber Mundi» por que adira
Teu nome à «Beliula» e à Verdade,
Muita clave e mentor são mar’s em mira,
Laboras na oficina da Saudade.

O Teu Fado é cantar numa Ofiúsa,
Fiúza liberando nas miragens.
Se é Luza teu labor em língua lusa,

Tu és «homo viator» nas viagens,
Pois é farta, meu filho, a nossa Musa,
Como é Tua, a magia das imagens.
 
Que Luz, 09/ 01/ 2019

PAX, DUX, REX, LUX

PAULO JORGE BRITO E ABREU


NOTA BENE

No verso primeiro do primeiro terceto, «Ofiúsa» é o nome que dava, o Poeta e geógrafo latino Rufus Festus Auienus, do séc. IV, ao nosso Cabo da Roca. Sendo, o mesmo cabo, o prolongamento natural da Serra de Sintra. A Obra em que surde o termo «Ofiúsa» tem o nome de «Ora Marítima» e ela é, adrede, um roteiro antigo do litoral do Mediterrâneo e, desta sorte, da Península Ibérica.

Poema a Paulo Brito e Abreu





Poema a Paulo Brito e Abreu


Avé Oh Mestre!

Grã-artífice da palavra
És salvado e a salvação
Dos peregrinos herméticos
Na voz da escuridão.

Avé Oh Mestre!

Alma eterna predestinada
À glória da exaltação
Do povo da grande luz
que na felicidade dos céus
Te lavraram nesta terra
Para trazeres a liberdade anunciada.


Filipe de Fiúza


poema inédito escrito em 21 de Fevereiro 2016 na presença do poeta, Sintra

O açúcar como salvação das almas




O açúcar como salvação das almas

Estou mais gordo, mas a gordura é temporária. Olho o Sol que me aquece, mas tanto o meu olhar como esse calor, tal como inclusive o próprio Sol, são temporários. Os telejornais vendem lixo, os outdoors poluem a paisagem, mas os pássaros cantam como sempre, e eu como sempre não consigo parar de pensar. O Marquês da Sade está morto e morta está a democracia – uma demo seja do que for é sempre também temporária – a democracia está demodé. Entrei no outro dia numa igreja e apenas vi vazio, as religiões estão a caminho do vazio, não é preciso encher os espíritos com latim e cânticos e música de órgão para se saber que Deus existe, se Deus quisesse que nós não soubessemos da sua existência não criaria o Universo das Almas. Afinal, quando queremos ter flores no jardim não temos de deitar sementes na terra, regar com água e deixar o Sol, que ainda olho e me aquece, aqueça também e faça gerar a sementinha? Tanto esforço para um tempo mais tarde, depois de nos regozijarmos com o esplendor das cores e da fragrância das flores, elas murcharam e morrerem. Talvez Deus também queira ter esse quimérico prazer de nos ver construir seus sonhos em nossas ideias, que todavia julgamos ser nossos, e no fim de tanto esforço, de tanta guerra sofrida e dinheiro esbanjado tudo cai e é lavado como castelo de areia em praia deserta. Fiz tantos castelos de areia e já me esqueci de todos eles, sei que as ondas do mar lavaram, como o tempo lava e leva tantos sonhos e tantos Deuses em nós. Agora que tenho a certeza que a democracia está morta e as religiões vazias, o que será do mundo? Espero que olhem para mim com alguma esperança, não porque nos últimos tempos a minha única vitória foi ganhar peso – sou guloso por bolachas, chocolates, gelados – mas sim porque ser guloso é ser vítima da droga desta nossa nova era: o açúcar. Como não bebo nem fumo, drogo-me com açúcar, vou morrer de over-dose de açúcar, só assim consigo suportar esta grande perda que é o falecimento da democracia, só assim aguento o vazio estrondoso das religiões, que todos os dias os telejornais, as televisões, as rádios, os jornais, a Internet, entre outros, continuam a vender. Tu que lês estas palavras, pára e confronta o teu espírito nesta nossa pobre existência rotineira neste nosso soturno quotidiano dos futebóis, dos programas televisivos do liga-e-ganha, dos enredos e querelas familiares, dos enlevos amorosos, das mensagens dos chats, dos coitos virtuais, pára e confronta o teu magnânine e sibilante espírito: quanto pesas tu? Quanto pesa a democracia na tua vida? Quanto pesa a religião nas tuas orações? Observa quão gorda está a tua ignorância. Depois de me confrontar, depois de te confrontares, chupa um rebuçado e liga a tevê ou faz login no Facebook. Podes ainda jogar Solitário do teu telefone inteligente, pois se não consegues fingir que o tempo passa, deves acender uma vela a cada noite e preparar-te devagar para morrer. Quanto mais castelos de areia faço mas tenho a certeza de que Deus existe. Também, quanto mais mundo conheço, mais acredito que o grande erro da humanidade é querer governar o fogo quando ainda não consegue governar a terra.

Filipe de Fiúza
16.03.2018
Sintra



Texto inédito para o 5º Encontro TRIPLOV www.triplov.com 

Sanxenxo 10 anos


Sonríe porque la vida vuela.

Viktor Schauberger



«Implosion is no invention in the conventional sense, but rather the renaissance of ancient knowledge, lost over the course of time.»

Viktor Schauberger

«Os livros são conjuntos de palavras que desafiam a gravidade.»




«Os livros são conjuntos de palavras que desafiam a gravidade.»

Filipe de Fiúza

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