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«Coroai de Rosas» - Árum



«Coroai de Rosas» de Filipe de Fiúza (confessado) from Filipe de Fiúza on Vimeo.

«Coroai de Rosas» de Filipe de Fiúza (cantado) from Filipe de Fiúza on Vimeo.

Poema inaugural da nova obra poética de Filipe de Fiúza, «Coroai de Rosas».

Das Origens Catacósmicas - Texto Seis



Texto Seis

O bálsamo das flores é enorme, jorra de cima a mundividência que arde. As árvores são combates flagrantes entre segredos de silêncio. Mexe, mexe e sintetiza. Assim também cantam os válidos rebentos da sorte – hoje mundo. Sei lá! Aquilo que nasceu, nasceu. Na extraordinária companhia do tecido interglobal do destino desci a escura Rua do Arco em busca de uma Sintra iniciática...

Cada lugar é um apelo à Humanidade.


Filipe de Fiúza

 2012-09-08

(Inédito publicado em www.selene-culturasdesintra.com)

Fotografia de Sergey Fudinenko

Das Origens Catacósmicas - Texto Cinco



Texto Cinco

Liberto-me do sonho. Aquilo que todos precisam é cair. Onde está a revelação atómica das supra-crenças? E o retrato radicular dos espíritos? Vejam bem, sigam a vontade do crepúsculo, fechem a boca. Este lugar existe, este lugar é Sintra. Tudo aqui sobrenavega.

Liberto-me do sonho porque nada acontece de impossível, liberto-me daquilo que todos precisam porque tudo o que cai é invencível.

Filipe de Fiúza

2012-05-30

(Inédito publicado em www.selene-culturasdesintra.com)

Fotografia de Oliveira Costa

Das Origens Catacósmicas - Texto Quatro



Texto Quatro

Do abismo perfeito, da rarefacção do tempo, um bolbo divino caído na terra. Sem que nada o impeça, rebenta naturalmente de luz, esparge-se em magma microcósmico, tanto de tudo ali derramado como concentração participativa.

A razão é um mero caos acíclico, o que nasce não é imaginável, é antes a causa de um método espontâneo tão simples que quase imperceptível.

Sintra é flor de luz, é isto que sinto magnificar-me o ser e a vida.

Filipe de Fiúza

2012-03-21

(Inédito publicado em www.selene-culturasdesintra.com)

Fotografia de Kostenko Anna

Das Origens Catacósmicas - Texto Três


Texto Três

Lua, pedra cósmica, orgão dos cirros ancestrais, eterna guardiã de Sintra. 

Da matéria pendular sortiu no ritmo quérulo e operativo da instalação universal – néctar geonato – a imagem do real, estrutura absorvível de luz pura, o belo corpo da princesa lunar. As transparências eruptivas no solene emergir infinitamente lucilante. Tudo iluminado, feliz. 

Foi o feiticeiro da noite que aprisionou Sintra ao ventre cósmico da madrugada. 

Filipe de Fiúza 

 2011-10-18

(Inédito publicado em www.selene-culturasdesintra.com)

Fotografia de Brian Ripley

Das Origens Catacósmicas - Texto Dois



Texto Dois

Quando penso em Sintra, penso em Luz. Abrem-me o coração estrelas que outrora foram seres de Sintra. Quando sinto Sintra tudo estremece, os grandes sonhos invadem-me a esperança, o passado é todo ele um Deus.

O que é sentir Sintra? É vivificar uma terra de fantasia incorporando a essência inominável do seu espírito. Como que entrando num espectro quântico, o íntimo dos sentidos e da razão ascendem a outro nível de virtuosidade - vibração virgem. Sente-se uma sublevação hipermística, uma abalo ao empirismo e a toda a acção vetusta do quotidiano humano.

Quando penso e sinto Sintra cresce em todo o meu espírito a energia cósmica que ao purificar o presente tem em si o caminho consciente do futuro.

Filipe de Fiúza

2011-07-10

(Inédito publicado em www.selene-culturasdesintra.com)

Fotografia de Живодушныйs

Das Origens Catacósmicas - Texto Um



Texto Um

Belos e pasmados, somos a última aparição do fim porque ser é a medida mais possível do final, beleza abrupta derradeira, pasmo cruel em si como razão primeira.

A vida é a sagrada pasigrafia holocósmica protofluente, é aquele abismo em nós quando queremos não ser e é também o anti-abismo quando já só somos e só queremos ser, é a mãe de todos os ecos universais que podemos sentir onde quer que existamos, é a graça divina que nos alivia o pesar dos sonhos humanos.

Tal como tu, eu estou belo e pasmado porque a vida aparece, aparece e é vida, aparece e quer mais, mas somos a última aparição do fim, encontrarmo-nos é descobrir a razão primeira.

Há um código pasigráfico na ilusão cósmica fluindo variável? Sim, há. O código é decifrável, não hajam dúvidas, porém a nossa beleza e o nosso pasmo prendem-nos à vida, à sagrada criação que somos. O segredo está em nós, somos testemunhas efémeras da razão primeira.

Apenas em um lugar como Sintra poderei decifrar a minha existência, mesmo que tenha de perecer monstro feio e resignado na medida mais possível do final.

Filipe de Fiúza

2011-02-19

(Inédito publicado em www.selene-culturasdesintra.com)

Fotografia de mustafa yagci

Das Origens Catacósmicas - Texto Zero


Texto Zero

Sintra é um berço de lava adormecida, dormimos num berço de lava adormecida. Há muito, muito, muito tempo, quando Sintra não era Sintra, nós nascemos, descobrimos o primeiro Sol, o primeiro sal oceânico, o primeiro trovão. Há muito, muito, muito tempo, quando nós não eramos nós e o Sol, o sal e o trovão eram apenas sonhos, Sintra nascia muito, muito, muito longe de Sintra.

A ordem instável das coisas estabeleceu, nas ligações puras e duras do acaso coincidente, a criação de um lugar sagrado, nunca antes imaginado, onde todas as orações são uma, onde todas as essências a essência, essa ordem instável das coisas fez desprender da terra aparentemente calma este lugar de culto e com a coragem divina e a força demoníaca fundou vagarosamente a base de um novo templo.

Sintra é um berço de lava adormecida onde dormimos há muito, muito, muito tempo porque também nós nascemos desta lava, nesta terra, que hoje é o nosso lugar sagrado. Este Sol, este oceano, esta Sintra existe porque foi o nosso sonho quando muito, muito, muito longe quisemos um dia ser felizes.


Filipe de Fiúza

2011-02-04

(inédito publicado em www.selene-culturasdesintra.com)

Fotografia de bogdan

NOVO LIVRO: Aforismos - Versus Vox





«A criação limita-se ao ultrapassável.» 
p.35, Aforismos - Versus Vox




No final de 2013 Filipe de Fiúza publicou o seu novo livro: Aforismos - Versus Vox.

Há coisas que não conseguimos interromper



Há coisas que não conseguimos interromper. Não é possível derrubar o progresso, tal como não é possível desligar a poesia aos homens. Tudo é o mesmo. Sabemos que sim. E havemos todos de morrer entre os progressos dos armamentos, os progressos dos prazeres silenciosos,  os progressos das ilusões progressistas, os progressos das excelsas glórias, progressos, progressos e mais progressos...

Onde está o progresso na poesia do mundo? Onde está a poesia do progresso do mundo? Tudo é o mesmo, tudo está no paraíso.

Havemos todos de morrer porque não conseguimos interromper a morte com a vida, sabemos que não conseguimos, e que não há progresso sem armas, que não há progresso sem prazer, que não há progresso sem ilusão de progresso, que não há progresso sem glória prometida, não há, porque tudo é o mesmo e porque havemos todos de morrer e não progredir nada, desligados do mundo, desligados das coisas do mundo, da poesia do mundo.

Oh homens, acordai e vivei o progresso mais feliz, o paraíso é quando nada morre e na poesia nada morre. Sabemos que sim, que a poesia é a essência do progresso do mundo, tudo o resto é interrompível.

08-11-2013


Filipe de Fiúza

(inédito)

Fotografia de Reda Danaf

Poetry&Coffee: Filipe de Fiúza anima Café Saudade



Logotipo do projecto cultural Poetry&Coffee

Sintra tem um novo projecto cultural: o Poetry&Coffee. Trata-se de um evento que pretende divulgar a poesia através da confluência de diversos formatos como tertúlia, concerto, recital, performance evocando os mais diversos autores das mais variadas línguas, épocas e movimentos. 

Idealizado pelo poeta Filipe de Fiúza, este projecto tem o apoio do Café Saudade, emblemático espaço da cultura em Sintra, e da Caminho Sentido Associação Cultural, proprietária do Webjornal Selene - Culturas de Sintra


Fotografia de 1ª edição do Poetry&Coffee


A primeira edição aconteceu dia 13 de Julho de 2013 onde foi apresentado um pouco da vida e obra do poeta uruguaio Conde de Lautréamont. A segunda edição está marcada para o dia 14 de Setembro de 2013 e conta com a presença de Leonor Lains, personalidade que animará um evento que celebra a vida e obra do poeta português Herberto Helder.

O Poetry&Coffee acontece todos os segundos sábados do mês pelas 21h30 no Café Saudade, em Sintra.

Mais informações em www.poetrycoffeeshow.blogspot.com

«E» de Esperança



encontrei esta letra - E - enquanto mexia na terra, em um terreno lavrado de uma quinta onde tenho aprendido e praticado a arte da agricultura. pensei imediatamente no porquê da letra E e não noutra qualquer. pensei no porquê da letra E ser feita de um metal corroído pelo tempo. pensei no porquê de ter sido eu a encontrar tal letra. 

mais do que tudo o que possa ter pensado ou imaginado, esta letra E é para mim um sinal de Esperança e é uma espécie de talismã do tempo, pois por mais que a ferrugem ataque o pedaço de ferro, demorará centenas ou talvez milhares de anos para que este desapareça. o mesmo acontece com a Esperança, por mais difícil que a vida seja ou pareça ser, o sentimento de Esperança mesmo que profundamente atacado pelos mais agudos momentos de tristeza, frustração, incerteza ou vazio será sempre aquele que nos ocupará o dia seguinte e o outro dia e manter-nos-á a energia, a vontade e o espírito caminhante - também entendido por «fé» - afim de continuarmos aqui e agora a buscar algo ou alguém que nos conforte e nos permita aquela nova ou renovada oportunidade na vida. 

porque nada acontece por acaso, há que estar atento aos verdadeiros e subtis sinais divinos que vamos encontrando nas aventuras e desventuras da vida.

Filipe de Fiúza

fotografia de Filipe de Fiúza