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Morri



Morri
já não sou
morri
porque fui
morri
ontem de manhã
morri
naquele quarto
morri
para que tudo
volte a nascer
do meu corpo
morri.

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english version


I died
I am no longer
I died
because I was
I died
yesterday morning
I died
in that room
I died
so that everything
be born again
of my body
I died.



inédito

Filipe de Fiúza

tradução pelo autor

fotografia :: kids-room

Um Ramo de Universo


O máximo dia é
entre o nascer do fim
e a grande paz que cintila
um ramo de universo.

(inédito)

Filipe de Fiúza
10-06-2014

Fotografia de Filipe de Fiúza

Frol Guilhade


luar sobre o monte cynthia

Ia a Lua, oclusa em seu esplendor argênteo,
quando o luar-te ela te abriu como doce corola,
humana planta nocturna, lótus que em ti
álacre latejasse, em pleno ser, em perene flor.

A Deusa, Mater benigna, viera beijar-te
rasgando o véu do céu que te encobria
de ti mesma e da terra que te fez, qual mãe celeste
dormente no orbe em que oferente te oferecias.

Candelário,o rito, acesa te apresentou,
virgem oferente, pura e pronta, em cálice de néctares
na floração nocturna do astro de todo o estro maior.

Vieste de luz aparelhada, invisível como um véu,
coroada de brandos luares e de êxtases vestida:
o sacerdote, que a si ofereceu, te ofereceu toda.

(inédito)

Donis de Frol Guilhade

Chave perdida

Imagem de PolTergejst


«O céu brilha. Há um homem que tem a chave. A porta abre e o Sol desvanece. O que aquece não é fogo nem astro, o que aquece é o brilho do amor na saudade. Sorrir. Onde paramos? Avançamos. Há tudo o que é, somos tudo o que somos. O céu brilha. Havia um homem de chave perdida que sorriu ao parar diante da entrada do grande infinito. Qual chave? O Sol nasce.»


Excerto inédito (de obra em produção)


Filipe de Fiúza