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A Expulsão da Monarchia



https://run.unl.pt/bitstream/10362/11573/1/antoniogomes.pdf

Às armas: o republicanismo na literatura portuguesa entre o 31 de Janeiro e o 5 de Outubro

De António Gomes.

Feliciano de Castilho


A terra nos fará ricos; a instrução, poderosos; a moralidade, unidos. A riqueza, o poder, a fraternidade, que são a civilização, felizes.

Lançamento do #1 do web-jornal «Selene - Culturas de Sintra»


O QUE É SELENE – CULTURAS DE SINTRA?

Desenhar o corpo da Montanha da Lua com poesia, filosofia, artes visuais, música, pensamentos imbuídos de beleza, eis o desiderato de «Selene – Culturas de Sintra». Sintra merece a atenção, dedicação e amor de todos os artistas do universo. «Selene – Culturas de Sintra» (www.selene-culturasdesintra.com) é um jornal trimestral online, que irradia de dentro da Vila de Sintra para todo o universo cibernético.

Somos uma nave cósmica em viagem utópica, queremos contar com todos os sonhadores, todos aqueles que querem um presente melhor para toda a humanidade, porque do futuro já vimos nós, iluminados pela beleza eterna que vagueia pelos trilhos da floresta sintrense. Queremos que toda a humanidade seja sintrense para desfrutar da paz profunda dos seus bosques, do recolhimento necessário à germinação interior da criatividade no interior das suas paisagens quiméricas, porque só no amor à natureza o homem encontrará o balanço fundamental para o devir do seu próprio Ser.

A partir do dia 23 de Março estará disponível online para todos os cibernautas o número 1 de «Selene – Culturas de Sintra». Começamos com a Primavera, que em Sintra se revela sempre como uma fonte inesgotável de energia para todos os sonhadores e utopistas. Mas como não somos apenas virtuais, como temos também uma realidade física, como existimos na nossa sociedade, convidamos todos os Amigos/as da bela liberdade criativa a comparecerem fisicamente no lançamento do número
1 de «Selene – Culturas de Sintra» no:

Dia 23 de Março, no café-bar 2 ao Quadrado, Rua João de Deus, n.º 70, Sintra (por trás da estação da CP), em dois momentos distintos, das 18h às 20h, e das 22h às 00h.

Cortesia de Associação Cultural Caminho Sentido

livre-arbítrio-livre


Um homem é dotado de livre arbítrio e de três maneiras: em primeiro lugar, era livre quando quis esta vida; agora não pode evidentemente rescindi-la, pois ele não é o que a queria outrora, excepto na medida em que completa a sua vontade de outrora, vivendo. Em segundo lugar, é livre pelo facto de poder escolher o caminho desta vida e a maneira de o percorrer. Em terceiro lugar, é livre pelo facto de na qualidade daquele que vier a ser de novo um dia, ter a vontade de se deixar ir custe o que custar através da vida e de chegar assim a ele próprio e isso por um caminho que pode sem dúvida escolher, mas que, em todo o caso, forma um labirinto tão complicado que toca nos menores recantos desta vida. São esses os três aspectos do livre arbítrio que, por se oferecerem todos ao mesmo tempo formam apenas um e de tal modo que não há lugar para um arbítrio, quer seja livre ou servo.

Franz Kafka

Fotografia de Berenice Kauffmann Abud

Almas de Sol


O divertimento constante dos segredos: almas de Sol.

A pansofia dos destinos, o caos inconsequente das palavras modernas, modernizadas e modernísticas, as pessoas andam estúpidas de sono, demasiado andarilhas, e a literatura remete-se à prontidão das vendas dos colossos embriagados. Assim, admiro-lhes, coitados, todos os momentos de mágoa e angústia esboçados em pequenas, pequeníssimas tragédias domésticas, como se fossem micronovelas, de assuntos ainda mais pequenos, mesquinhos, atrozmente ridículos, quase sem palavras. Há ou não há literatura? Há ou não há o género da vida que exercita palavras? Há, mas não se escreve. Há, mas fica calado. Há, mas isola-se dos meios de mediatificalizaminação.

A literatura é de todos, no entanto, esse estado fisiológico caracterizado pela insensibilidade dos sentidos e pelo repouso que proporciona, há quem lhe já tenha por morte ou sono eterno, impede a dádiva literária do povo, aqueles que transcendem o trânsito das cidades, a monotonia dos dias de trabalho, a incerteza do futuro, a impossibilidade da felicidade. A literatura é de todos, mas a literatura não está só nos livros, a literatura está na vida e em tudo o que lhe envolve. A vida, a vida nós sabemos o que é...

Se já não guardam rebanhos, se já não trabalham desde os seis anos de idade para ajudar ao sustento da família numerosa, se já não são analfabetos e vivem numa Europa, que livros e poemas andam a ler? Chateaubriand? Queirós? Pessoa? Rilke? Saramago? Tavares? Só os que lhes dão na escola... o famigerado templo do ensino. Mas quem disse que a literatura está na escola? Sim, claro, a escola faz parte da vida, logo a literatura também está na escola. Todavia, não será a literatura do templo do ensino supérflua e impositiva? A escola é apenas mais um eco do embaraço e desordem dos valores sociais, morais e literários do nosso tempo. É preciso acordar para a insurreição dos valores actuais da literatura! O que é que se ganha em ler? O que é que se ganha em pensar depois de ler? O que é que se ganha em escrever depois de pensar e de ler? Ninguém sabe. Contudo, gosto de acreditar que pela palavra se cria «iluminação», e é desta «iluminação» que todos precisamos para a vida: o conhecimento do Homem está na linguagem.

Incrédulo à passagem dos pensamentos, mais ou menos espirituais, divirto-me com as nuvens intentando maravilhosos novos mundos para lá da imaginação.

Não durmo, respeito-lhes o sono:

«Ler é maçada, estudar é nadaFernando Pessoa

Filipe de Fiúza

Fotografia de Vladimir Kulichenko

1º Encontro Literário de Sintra



No passado dia 26 de Novembro aconteceu o 1º Encontro Literário de Sintra promovido e organizado pela Associação Cultural Alagamares onde Filipe de Fiúza apresentou a sua obra poética Beliula - Versus Diarium.

Da excelência dos escritores Ana Costa Ribeiro, Ana Martins, António Salles e Luís Bento à emocionante moderação do escritor Miguel Real passando pelo vivo e gracioso público, foi um evento marcante para todos.

Bem-haja Alagamares, bem-haja Sintra.

«Beliula» em apresentação no 1º Encontro Literário de Sintra

Dia 26 de Novembro,pelas 21h 30m na Casa de Teatro de Sintra, do Chão de Oliva,na R.Veiga da Cunha,à Estefânea - a Alagamares propõe-se iniciar um ciclo de divulgação de escritores e poetas de Sintra e das causas sintrenses, o qual será moderado nesta sua primeira edição pelo escritor Miguel Real.

Nesta primeira sessão, serão abordadas as temáticas dos modernos caminhos da literatura nacional, com enfoque em nomes que vão surgindo e querendo criar espaço na cena literária.A Alagamares convidou para tanto António Augusto Sales, Ana Martins,Filipe de Fiúza, Luis Bento e Ana Costa Ribeiro para falarem do seu trabalho, em diálogo com os leitores, actuais e futuros, lerem partes da sua obra e divulgarem a mesma.Assim se pensa encorajar novos valores em torno das palavras escritas num contexto de palavras ditas.

OS CONVIDADOS

ANA COSTA RIBEIRO

Ana Costa Ribeiro tem 30 anos, é de Mem Martins e trabalha profissionalmente em enfermagem. Editou recentemente o conto “José, o barqueiro sem água” numa colectânea de contos luso brasileira, e tem outras obras em preparação.Tem um blogue, http://ovozero.wordpress.com/

FILIPE DE FIÚZA

Filipe de Fiúza, nascido em Lisboa, a 14 de Julho de 1983, foi registado na Vila de Sintra dias depois. Filho do povo, viveu vinte e quatro anos em Mem Martins. Passou grande parte da sua infância em Sintra onde pressente ser poeta. Toda a envolvência encantada dos lugares serranos e oceânicos inspiram-lhe experiências poéticas levando-o a descobrir a verdade de um ser perdido, precipitadamente perdido.

Da perdição surgiu, entre a ciência e a arte, durante os seus estudos em engenharia civil e a sua leitura frequente das obras de Rainer Maria Rilke, Isidore Ducasse, Friedrich Holderlin, Fernando Pessoa, Ruy Belo, entre outros, uma crescente compaixão pela humanidade. Em 2003, ao permanecer alguns dias na Casa de Saúde Mental do Telhal na função de voluntário pelos Irmãos de São João de Deus, conhece o poeta António Gancho, com quem troca impressões.

Um acaso secreto do nada é Beliula, a sua primeira obra poética de edição de autor. No momento, o jovem poeta filantropo tem uma obra terminada e em progresso mais seis trabalhos poéticos que lançará futuramente.

LUIS BENTO

Luís Alberto Gonçalves Bento tem 44 anos e uma licenciatura em Línguas e Literaturas Modernas. Participou esporadicamente nos anos 80 na imprensa. Gere actualmente o blog
http://bento-vai-pra-dentro-bento.blogspot.com/

Fez uma edição de autor através de uma editora independente no Brasil do livro Lusitânia Online, uma súmula de contos seleccionados de crítica de costumes, tendo outros em preparação.

ANA MARTINS

Ana Martins nasceu em Lisboa, Alvalade, no último dia de Verão do carismático ano de ‘63 quando surgem os Beatles e desaparece JFK.

Acredita que de um escritor deve saber-se o que escreve não o que diz, pensa ou é.

Sempre escreveu, nunca poemas, mas cartas a amigos e diários em cadernos de textos intermináveis, rabiscados como esquissos de promissoras telas nunca pintadas.

Dos textos que produz tem livros e artigos de opinião não apresentados (guardados não numa gaveta, mas num disco rígido externo). E há o trabalho que veio a público em forma de artigos em diversas publicações e em dois livros: “Autista, quem…? Eu?” (Centralivros, 2006) e “Contos de Verão” (Coolbooks, 2004).

Mãe de um jovem de 20 anos com Síndrome Autística, dedica-se há muitos anos às questões relacionadas com o autismo e interveio em debates, seminários, conferências, congressos, apresentações, entrevistas, reportagens e mais um par de botas sobre o tema.

Um jovem com autismo refere-se sempre à autora dizendo: “A Ana Martins é a Praia da Nazaré” Foi em busca dessa imagem que partiu sem escrever sobre si nesta Bio, na vã tentativa de reproduzir fotograficamente o que presume possa ser essa sensação aos olhos de seu amigo.

Tem um site http://www.anamartins.com

ANTÓNIO AUGUSTO SALES

Talvez o mais publicado do painel, António Sales, autor duma biografia de António Botto,é já autor de “A Primeira Manhã”, contos, 1964; “Uma longa e estranha pausa” romance, 1970; “Barcelona, cidade na Catalunha” crónicas, 1972, ou ainda “Requiem pelos fieis defuntos”(1976) e “Corpo Enigmático”(1993), entre outros.


Cortesia de Associação Cultural Alagamares