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Daniel Faria



Caminho sem pés e sem sonhos 
só com a respiração e a cadência 
da muda passagem dos sopros 
caminho como um remo que se afunda. 

os redemoinhos sorvem as nuvens e os peixes 
para que a elevação e a profundidade se conjuguem. 
avanço sem jugo e ando longe 

de caminhar sobre as águas do céu. 


Daniel Faria

Poesia de Filipe de Fiúza no TRIPLOV n.56





http://www.triplov.com/novaserie.revista/numero_56/filipe-de-fiuza/index.html


O Perdão



O Perdão

Perdoe-me Senhor
Avé ignorância vivida
Sou estro de amor
Aquele d'alma perdida.

Perdoe-nos Senhor
Avé a tudo de bem
Pois sofremos a dor
Do mistério d'além.

Perdoe-lhes Senhor
Avé sempre a caminho
De um sonho redentor
Contigo ninguém é sozinho.

Eis-nos diante da luz
Na tua voz somos o fim
E o nada que no pó reluz
Somos dádiva de ti assim.


24.12.2015, poema inédito

Filipe de Fiúza

Herberto Hélder


Engoli
água. Profundamente:  a água estancada no ar.
Uma estrela materna.
E estou aqui devorado pelo meu soluço,
leve da minha cara.
O copo feito de estrela. A água com tanta força
no copo. Tenho as unhas negras.
Agarro nesse copo, bebo por essa estrela.
Sou inocente, vago, fremente, potente,
tumefacto.
A iluminação que a água parada faz em mim
das mãos à boca.
Entro nos sítios amplos.
— O poder de reluzir em mim um alimento
ignoto; a cara
se a roça a mão sombria, acima
da camisa inchada pelo sangue,
abaixo do cabelo enxuto à lua. Engoli
água. A mãe e a criança demoníaca
estavam sentadas na pedra vermelha.
Engoli
água profunda.



Helder, Herberto, Poesia Toda, Lisboa: Assírio & Alvim, 1996

A poesia nunca existiu




A Poesia Nunca Existiu


Esta noite,
A poesia mente se lhe pedirmos algo

Não sou quem ledes
Nem trago um mapa de loucura que leve
À imagem. A poesia é impossível
Ou um conhecido impossível de encontrar
se tivermos uma fotografia na carteira
Nem penteada nem sorridente em deveras
palavras mais perfeitas que outras ditas,
situações que não cabe no belo escrever:
de mortes de dignidade com sal calibrado de dia;
Insanidade que se esconde em armários
De fatos conscientes arfando vivaria
E não se conhece deus que a comente

Poesia doente como todas
Breton com angústias transparentes
aladas de papel e azul esquecidas
numa tela puxando-me de si
que não estou senão vivo na pele,
Um carro de duas portas de saída para dentro
Implodindo élans como roldanas de árvores sem ovos
nem casca; volvem-nas êmbolos de tempestade
Quentes na nuca da vontade sem o brio

Ainda deslizas, esfera?!
Nem musa de gladílios em punho
Nem leituras que possam recordar o poema reminescente...

Meu amigo,
Desta vez falta o composto que gozes:
A criatura tem a corda evidente no pescoço
Tebas cai e a Grécia é Romana sem couros de armaduras
Ou ouros de filósofos e templos com bases construídas no ar!
Dentes e soldados convencidos; Cítaras d'alabastro!
Nem a morte se exprime nas vidas daqui
Nem há delirar corrente
Ou mais que algo mais que não se sabe se é

Mas há frustração que baste
A consciência conquista a falta de produto.
A poesia torna-se crível como um homem que fala constantemente
E morreu, por nunca ter existido
Na língua óbvia do cansaço como uma adivinha

Ponto final



Nuno de Jesus

Sintra, 1998

Fotografia de Wahid Nour eldin





Tea Invitation






Ibtisam Barakat






English Version


I write
for my heart
has become
a country
and I want
all people
to live in it.

I make space
by emptying
all corners
of fear.

I make peace
by making
a cup of tea
for my story
and yours.

A cup of tea
for our estranged
histories
that come from
one family
but to one another
do not speak.

Hot tea and mint.
I have meant
to invite you over
to my heart.

Do you like your tea
with sugar?





Fotografia de mim 

Charge of the Light Brigade - Alfred Tennyson







http://en.wikipedia.org/wiki/The_Charge_of_the_Light_Brigade_(poem)

Há coisas que não conseguimos interromper



Há coisas que não conseguimos interromper. Não é possível derrubar o progresso, tal como não é possível desligar a poesia aos homens. Tudo é o mesmo. Sabemos que sim. E havemos todos de morrer entre os progressos dos armamentos, os progressos dos prazeres silenciosos,  os progressos das ilusões progressistas, os progressos das excelsas glórias, progressos, progressos e mais progressos...

Onde está o progresso na poesia do mundo? Onde está a poesia do progresso do mundo? Tudo é o mesmo, tudo está no paraíso.

Havemos todos de morrer porque não conseguimos interromper a morte com a vida, sabemos que não conseguimos, e que não há progresso sem armas, que não há progresso sem prazer, que não há progresso sem ilusão de progresso, que não há progresso sem glória prometida, não há, porque tudo é o mesmo e porque havemos todos de morrer e não progredir nada, desligados do mundo, desligados das coisas do mundo, da poesia do mundo.

Oh homens, acordai e vivei o progresso mais feliz, o paraíso é quando nada morre e na poesia nada morre. Sabemos que sim, que a poesia é a essência do progresso do mundo, tudo o resto é interrompível.

08-11-2013


Filipe de Fiúza

(inédito)

Fotografia de Reda Danaf

Não existir



Imaginar a forma 
doutro ser Na língua, 
proferir o seu desejo 
O toque inteiro 

Não existir 

Se o digo acendo os filamentos 
desta nocturna lâmpada 
A pedra toco do silêncio densa 
Os veios de um sangue escuro 

Um muro vivo preso a mil raízes 

Mas não o vinho límpido 
de um corpo 
A lucidez da terra 
E se respiro a boca não atinge 
a nudez una 
onde começo 

Era com o sol E era 
um corpo 

Onde agora a mão se perde 
E era o espaço 

Onde não é 

O que resta do corpo? 
Uma matéria negra e fria? 
Um hausto de desejo 
retém ainda o calor de uma sílaba? 

As palavras soçobram rente ao muro 
A terra sopra outros vocábulos nus 
Entre os ossos e as ervas, 
uma outra mão ténue 
refaz o rosto escuro 
doutro poema 



António Ramos Rosa, in "A Nuvem Sobre a Página"

FOTOGRAFIA DE JORGE TRABULO MARQUES

- um obrigado ao poeta por existir, 23-09-2013 - 

Ângelo de Lima



Sonho suave e bom que me envolveste
Não me deixes sozinho sobre a terra
Se vais, contigo esta minha alma encerra,
Leva-a contigo a Deus d`onde vieste.


Como do céu minha alma assim mereceste
Que por ti d`ele um sonho se descerra
Aì com que frenesi que a ti se aferra,
Sonho, a ti sonho, esta alma a que desceste


Sonhos que em vossas asas me tomais
Em meio do caudal em que derivo
E em vir a mim dos outros me estremais.


Sonho, ó último sonho de que vivo
Ai não me deixes tu como os demais.
Retém-no em meu seio – ó meu senhor! – cativo

Poetry&Coffee: Filipe de Fiúza anima Café Saudade



Logotipo do projecto cultural Poetry&Coffee

Sintra tem um novo projecto cultural: o Poetry&Coffee. Trata-se de um evento que pretende divulgar a poesia através da confluência de diversos formatos como tertúlia, concerto, recital, performance evocando os mais diversos autores das mais variadas línguas, épocas e movimentos. 

Idealizado pelo poeta Filipe de Fiúza, este projecto tem o apoio do Café Saudade, emblemático espaço da cultura em Sintra, e da Caminho Sentido Associação Cultural, proprietária do Webjornal Selene - Culturas de Sintra


Fotografia de 1ª edição do Poetry&Coffee


A primeira edição aconteceu dia 13 de Julho de 2013 onde foi apresentado um pouco da vida e obra do poeta uruguaio Conde de Lautréamont. A segunda edição está marcada para o dia 14 de Setembro de 2013 e conta com a presença de Leonor Lains, personalidade que animará um evento que celebra a vida e obra do poeta português Herberto Helder.

O Poetry&Coffee acontece todos os segundos sábados do mês pelas 21h30 no Café Saudade, em Sintra.

Mais informações em www.poetrycoffeeshow.blogspot.com

Poesia Visual: Saturno



Por Sebastien

Fonte

Razão de Ser


Escrevo. E pronto. 
Escrevo porque preciso 
preciso porque estou tonto.
Ninguém tem nada com isso. 
Escrevo porque amanhece. 
E as estrelas lá no céu 
Lembram letras no papel, 
Quando o poema me anoitece. 
A aranha tece teias. 
O peixe beija e morde o que vê. 
Eu escrevo apenas. 
Tem que ter por quê?

Paulo Leminski

Fotografia de Stanislav N.

Desencanto dos dias


Não era afinal isto que esperávamos
não era este o dia
Que movimentos nos consente?
Ah ninguém sabe
como ainda és possível poesia
neste país onde nunca ninguém viu
aquele grande dia diferente

Ruy Belo

Fotografia de Wahid Nour eldin

Um Poeta em Nova Iorque



O original que o poeta deixara um mês antes no escritório de Bergamín, em Madrid, foi redescoberto várias décadas depois e acaba de ser reeditado. 

Não haverá muitos “pequenos” livros com tanta história atrás de si. Falamos de Um Poeta em Nova Iorque, o livro de poesia que Federico García Lorca (1898-1936) escreveu quando estudou na Universidade de Columbia, na Big Apple (1929-30), mas que só seria publicado já postumamente, quase em simultâneo nos Estados Unidos e no México, pelo seu amigo editor José “Pepe” Bergamín. 

Desde a data da edição no final dos anos 30 que se discute se os 32 poemas de Um Poeta em Nova Iorque correspondiam ao projecto original de Lorca. Parece que não. Mas agora é possível perceber porquê. É que o original que o poeta assassinado pelos franquistas logo no início da Guerra Civil, em Agosto de 1936, deixara um mês antes no escritório de Bergamín, em Madrid, foi redescoberto várias décadas depois. E acaba de ser reeditado, esta semana, em Espanha, pela Galaxia Gutenberg/Círculo de Lectores, supostamente mais de acordo com a proposta original. Coincidentemente, hoje mesmo é inaugurada, na Biblioteca Pública de Nova Iorque, uma exposição sobre o livro e as histórias que ele encerra, Back Tomorrow: A Poet in New York. Federico García Lorca. Vai até 21 de Julho e reúne, para além do texto original, poemas dispersos, desenhos, cartas e documentos. 

Vamos à história: no dia 13 de Julho de 1936, Lorca deixou no escritório de Bergamín, que na altura estava fora, o original de Um Poeta em Nova Iorque, acompanhado por esta nota: “Vim aqui para te ver, e devo voltar amanhã”. Não voltou. Seguindo a descrição de Andrew A. Anderson, um hispanista britânico, especialista na obra de Lorca e responsável pela nova edição da Galaxia Gutenberg, o texto original continha poemas manuscritos e outros dactilografados, além de desenhos, distribuídos por 124 páginas. A ideia do autor seria discutir com o editor a organização do livro, e Anderson admite que alguns dos poemas pudessem ficar de fora: “Lorca queria incluir a grande maioria, mas não todos. Aos sobrantes, chamar-lhes-ia ‘órfãos’”, nota o investigador, citado pelo El País. 

Bergamín pensou inicialmente em editar o livro em Paris. Acabou por fazê-lo em Nova Iorque e no México, país onde se exilou fugindo do regime de Franco — coube-lhe, por exemplo, como organizador do Congresso Internacional de Escritores em Defesa da Cultura de 1937, encomendar Guernica a Picasso.

Depois de editar Um Poeta em Nova Iorque, Bergamín ofereceu o original a um amigo no México, Jesús de Ussía. No final dos anos 1990, estava na posse da actriz espanhola Manola Saavedra que, então se apercebeu do valor comercial do caderno e decidiu levá-lo a leilão na Christie’s. Os descendentes de Lorca, através da fundação com o nome do poeta, contestaram o direito da actriz ao manuscrito. O Tribunal de Londres deu razão a Manola, e a fundação acabou por adquirir o documento em leilão, em 2003, por cerca de 200 mil euros. 

Dez anos depois, é sobre esse material que a nova edição chega às livrarias, e que se organiza a exposição de Nova Iorque. Mas continuará por se saber qual era a ideia de Lorca para o seu livro. 

Cortesia de O Público. por Sérgio C. Andrade em 03.04.2013

A verdadeira oportunidade



Uma das palavras que mais maltratadas têm sido, no entendimento que há delas, é a palavra oportunidade. Julgam muitos que por oportunidade se entende um presente ou favor do Destino, análogo a oferecerem-nos o bilhete que há-de ter a sorte grande. Algumas vezes assim é. Na realidade quotidiana, porém, oportunidade não quer dizer isto, nem o aproveitar-se dela significa o simplesmente aceitá-la. Oportunidade, para o homem consciente e prático, é aquele fenómeno exterior que pode ser transformado em consequências vantajosas por meio de um isolamento nele, pela inteligência, de certo elemento ou elementos, e a coordenação, pela vontade, da utilização desse ou desses. Tudo mais é herdar do tio brasileiro ou não estar onde caiu a granada.



 Fernando Pessoa

Frol Guilhade


luar sobre o monte cynthia

Ia a Lua, oclusa em seu esplendor argênteo,
quando o luar-te ela te abriu como doce corola,
humana planta nocturna, lótus que em ti
álacre latejasse, em pleno ser, em perene flor.

A Deusa, Mater benigna, viera beijar-te
rasgando o véu do céu que te encobria
de ti mesma e da terra que te fez, qual mãe celeste
dormente no orbe em que oferente te oferecias.

Candelário,o rito, acesa te apresentou,
virgem oferente, pura e pronta, em cálice de néctares
na floração nocturna do astro de todo o estro maior.

Vieste de luz aparelhada, invisível como um véu,
coroada de brandos luares e de êxtases vestida:
o sacerdote, que a si ofereceu, te ofereceu toda.

(inédito)

Donis de Frol Guilhade

Ruínas



I

E é triste ver assim ir desfolhando,
Vê-las levadas na amplidão do ar,
As ilusões que andámos levantando
Sobre o peito das mães, o eterno altar.

Nem sabe a gente já como, nem quando,
Há-de a nossa alma um dia descansar!
Que as almas vão perdidas, vão boiando
Nesta corrente eléctrica do mar!...

Ó ciência, minha amante, ó sonho belo!
És fria como a folha dum cutelo...
Nunca o teu lábio conheceu piedade!

Mas caia embora o velho paraíso,
Caia a fé, caia Deus! sendo preciso,
Em nome do Direito e da Verdade.

II

Morreu-me a luz da crença — alva cecém,
Pálida virgem de luzentas tranças
Dorme agora na campa das crianças,
Onde eu quisera repousar também.

A graça, as ilusões, o amor, a unção,
Doiradas catedrais do meu passado,
Tudo caiu desfeito, escalavrado
Nos tremendos combates da razão.

Perdida a fé, esse imortal abrigo,
Fiquei sozinho como herói antigo
Batalhando sem elmo e sem escudo.

A implacável, a rígida ciência
Deixou-me unicamente a Providência,
Mas, deixando-me Deus, deixou-me tudo.

Guerra Junqueiro, in 'A Musa em Férias'

Fotografia «Ruína na Praia das Maçãs» de Filipe de Fiúza

Code Poems


Ishac Bertran é um engenheiro-designer de 31 anos que teve a ideia de unir poesia e informática num projecto chamado Code Poems. Bertran desafiou programadores a enviar poemas escritos em qualquer linguagem informática. Isso mesmo, versos escritos em código HTML, Java, C++ etc. Uma selecção dos poemas recebidos será publicada num livro em papel.

A ideia do projecto surgiu durante uma conversa de amigos. Tudo começou com uma pergunta: Seria possível reconhecer o autor de um excerto de código a partir do seu estilo de programação? Ocorreu a Ishac Bertran que escrever linhas de código não difere muito da literatura tradicional – afinal de contas, todo autor que se preze luta com as palavras para encontrar a sua própria voz.

Bertran quer ser surpreendido pelos poetas-programadores. Por isso decidiu não dar um poema como exemplo – os potenciais autores acabariam por ficar condicionados. A liberdade de criação é quase total, diz Bertran nesta entrevista por e-mail ao P3. Os limites são apenas o tamanho (máximo de 0.5KB) e a operacionalidade (o poema tem de realmente funcionar como código, ser "compilável", não pode ser apenas uma forma bonita de dispor pedaços de linguagem de programação).

Para Bertran, é perfeitamente possível usar linhas de código para expressar ideias complexas e experiências humanas como o amor ou a sensação de perda, ódio ou desencanto. É um erro julgar que um trabalho de programação é necessariamente destituído de valor estético ou de criatividade na sua composição, defende nesta entrevista. Aliás, recorda, há programadores e "developers" que consideram haver um acto poético no seu processo criativo.

Não achas que há uma contradição na ideia de publicar poemas em código num suporte tão tradicional como o livro em papel?

Podemos considerar uma contradição, uma ironia ou até uma provocação. Esta é a beleza da arte: a possibilidade de permitir a criação de pequenas contradições que, de resto, seriam difíceis de encontrar num mundo dominado pela funcionalidade. Isto é precisamente o que mais me atrai neste projecto, a liberdade de inserir um conteúdo (linhas de código, que fazem com que o computador realize tarefas) num suporte (o livro, utilizado para comunicar com humanos) e num formato específico (a poesia, que evoca algo mais do que apenas uma função, sendo que o código é desenhado puramente para isso: desempenhar uma função).

Se a ideia é imprimir em papel os poemas escritos em linguagem de programação, por que razão só aceitas poemas "compiláveis"?

Eu queria que as pessoas se sentissem livres para explorar a essência de um poema em código, não queria impor muitas limitações. A exigência de que todos os poemas submetidos foram compilados é apenas uma forma de evitar que fossem enviados poemas em inglês, por exemplo. A poesia é de facto livre, mas ainda assim devem ser observadas as regras gramaticais e a sintaxe - eu considerei a considerei o acto de compilar o poema algo equivalente a um corrector ortográfico.

Pode a linguagem de programação expressar algo tão complexo como a experiência humana? Sentimentos como a dor, a perda ou a paixão?

Acredito que sim. Especialistas em programação são capazes de compreender a complexidade de linhas de código escritas por outro "developer", e assim deduzir a lógica utilizada na forma de estruturá-las, comentá-las, optimizá-las etc. Se fizermos uma analogia com a poesia tradicional, veremos que nem todos são capazes de apreender ou interpretar as mensagens contidas num poema. É preciso compreender a linguagem e dominar os seus nuances.

Eu não sou especialista em código nem um poeta, mas queria pôr uma tela branca à frente das pessoas para que pudessem brincar ao mesmo tempo com poesia e código. Talvez depois de seleccionarmos os poemas recebidos poderemos dizer que a poesia em código tem tanta força como a poesia tradicional, se lida e escrita pela audiência certa.

[Um painel de editores de código que inclui David Gauthier, Jamie Allen, Joshua Noble e Marcin Ignac, adianta o site Creative Applications, vai seleccionar os 50 melhores poemas em código. Os poemas em código podem ser submetidos até 31 de Maio em http://code-poems.com/.]

Cortesia de jornal Público

Poetas Aqui. Connosco.


«Poetas Aqui. Connosco.» inaugura um novo formato de encontro poético promovido pela fotógrafa Mariis Capela e o poeta Filipe de Fiúza. O Ateliê CriArt, em São Pedro de Penaferrim - Sintra, é o espaço que recebe esta iniciativa que acontece sempre ao terceiro sábado do mês pelas 21h30. Aproveitando o ambiente intimista do ateliê, pretende-se reunir um grupo de pessoas com interesse em poesia que assim têm a oportunidade de conhecer, descobrir, ouvir, ler, sentir, reflectir, partilhar, recordar poetas e poemas que merecem divulgação.

Desde os autores mais clássicos e famosos aos anónimos e jovens, passando por autores de blogs poéticos a revelações inéditas, em «Poetas Aqui. Connosco.» procura-se promover os novos autores e avivar a memória dos menos lembrados, nunca esquecendo os mais conhecidos.

A vida e a obra de dezenas de poetas portugueses e estrangeiros como é o caso de Fernando Pessoa, Torcato Tasso, Safo, Charles Baudelaire, José Gomes Ferreira, Qatrân, Federico Garcia Lorca, George Gordon Byron, Antero de Quental, John Donne, Alexandre O'Neill, Camilo Pessanha, William Blake, Du Fu, Ovídio, H.D., Jean-Arthur Rimbaud, Luís de Camões entre muitos outros vão estar em destaque em «Poetas Aqui. Connosco.».

MORADA
Ateliê CriArt
Quinta da Boa Vista
Caminho da Boa Vista, n.º 10
São Pedro de Penaferrim - Sintra

AGENDA
Encontro Inaugural - 17/03/2012, 21h30
Encontros Seguintes - terceiro sábado do mês, 21h30